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Full text of "Correio do C.R.P.E"

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INSTITUTO NACIONAL DE ESTUDOS PEDAGÓGICOS 
CENTRO REGIONAL DE PESQUISAS EDUCACIONAIS 
Av. Joao Pessoa, 535 — 1 £ andar 
Telefones 9~220 6 


Porto Alegre 


Rio Grande do Sul 




























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Digitized by the Internet Archive 
in 2018 with funding from 
Princeton Theological Seminary Library 




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N2 11 
ABRIL 
1961 


SUMARIO 


Em destaque: LIBERATO SALZANO VIEIRA DA CUNHA 2 

A História da União Pan-Americana, . 3 

Atividades nas Divisões e Secções de Pesquisas 4 

Noticiário do País...... 3 

A criação de um Instituto Superior de Pedago¬ 
gia na URGS .... 6 

A Faculdade de Filosofia e a formação de pro¬ 
fessores para a escola primária 8 

Além de nossas fronteiras.. 11 

Notícias e reportagens publicadas sobre as 

atividades do CRPE.... 12 

As dez obras fundamentais da Bibliografia Rio 

-Grandense ...... 13 

Um precursor da moderno Pedagogia... 17 

Notícias em destaque... 21 

Ciclo de palestras no CRPE. 23 

Secção de Documentação e Informação Pedagógi¬ 
ca : 

0 ensino nos Municípios. 24 

Biblioteca - dados estatísticos 25 
Livros e folhetos incorporados 
à Biblioteca. 25 

Notícias......... 27 


Porto Alegre 
Rio Grande do Sul 
Brasil 

*Independente de autorização expressa, todo o material 
contj.de neste número do M Correio do CRPE", com exceção - 
aàs transcrições, pode ser utilizado por outras publica¬ 
ções, desde que seja mencionada a fonte. 














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EM DESTAQUE 


LIBERA TO SALZANO VIEIRA DA CUNHA 


Em Cachoeira do Sul, a 20 de dezembro de 
1920, nasceu esse ilustre rio-grandense♦ Fez os estu - 
dos primários em sua cidade natal e o curso secundário 
no Ginásio Nossa Senhora do Rosário, em Porto Alegre • 
Enquanto oursava o prá-jurídico, seu pai faleceu e o 
jovem Liberato assumiu a responsabilidade de zelar pe¬ 
la família, começando a lecionar particularmente a fim 
de prover o sustento dos seus. 

Bacharelou-se pelo Faculdade de Direito da 
URGS, em 1944. 

Seu nome foi indicado para o cargo de Pre - 
feito de Cachoeira do Sul. Eleito, tudo fez para o bem 
estar da comunidade. Promoveu e desenvolveu serviços - 
de assistência social, criou escolas, construiu estra¬ 
das, pontes, represas. Criou o Patronato Agrícola e a 
Escola de Artes e Ofícios da Imaculada Conceição. 

Em 31 de dezembro de 1954, assumiu a Pasta 
de Educação e Cultura da SEC do Estado do Rio Grande - 
do Sul, dedicando-se oom entusiasmo à cau'a educaoio - 
nal. 

Liberato Salzano Vieira da Cunha legou ao 
magistário gaúcho e às novas gerações exemplos edifi - 
cantes e admiráveis mensagens de fá e entusiasmo. 

Como jornalista, colaborou em diversos jor¬ 
nais da Capital e interior do Estado, foi redato>€hefe 
do íi Jornal do Dia í: , em Porto Alegre e Diretor do Jor¬ 
nal do Povo t: , em Cachoeira do Sul. 

Faleceu em 1957, vítina de um ocidente - 


a via t (5rio. 








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3- 


JL história da União Pan-Americana for¬ 
ma-se dos acontecimentos que dizem respeito a 

_virrbe^^uma nações. 

Sn 1813-,—SÍJftón--3alÍArar, o arquiteto do 
sistema Inter-Americano, expressou, seu —so¬ 
nho pelo futuro da América, em suas "Cartas de 
Jamaica". "Mais do que ninguém - escrevia, ele 
- desejo ver a ..mérica moldada como a maior 
nação do mundo, maior não tanto por sua área 
e riqueza, mas pela liberdade e pela glória". 

No ano de 1826, o Congresso do Panamá, ou, como o chamou Bo¬ 
lívar, "A Grande Assembléia American^", estabeleceu o plano das pri 
meiras alinnçag que marcaram o início de nossas relações com o uni 
verso. A Primeira Conferência Internacional de Estados ^ímericanos , 
realizada, em 1890, em 'Washington, D.C., criou a União Internacional 
de Repúblicas Americanas, que teve como sede o Bureau Comercial das 
Repúblicas Americanas. Em 1910, o Bureau Comercial passou a chamar- 
se União Pan-Americana, seu nome atual como Secretariado Geral da 
Organização dos Estados americanos, localizado na "Casa das rraéri - 
cas", em 'Washington, D.C. 

A assinatura da Carta da Organização dos Estados americanos 
significa o ponto máximo da história Pan-Americana. Este documento, 
aceito em 1948, deu estrutura à organização e conferiu autoridade - 
aos princípios que vinham sendo elaborados durante mais de um sécu- 

De 1948 a 19>6, as 21 nações começaram a dar maior ênfase h 
. ç.ío em conjunto para promover o desenvolvimento econômico, social 
e cultural de seus 347 milhões de habitantes, usando para isso um 
mecanismo de comprovada eficiência. Como resultado, professores, en 
gei heiros, agrônomos, arquitetos, enfermeiros e médicos de todos os 
peíses hoje conjugam seu saber e experiência para dar a seus povos 
melhores escolas, melhores condições higiênicas, melhores colheitas 
e alimento, habitações mais saudáveis e planejamento de cidades , 
meios de transporte mais eficientes e rápidos, melhor indústria e 
comá vio, - cada aspecto destes sendo um capítulo vivo da história 
da organização. 

Eta 1956, realizou-se a Reunião do Panamá, em que os presiden 
tes ai?ricanos e o Conselho da Organização dos Estados Americanos - 
comem ) ‘arara o 130 2 aniversário do Congresso do Panamá. Homenagens - 
foram jrestadas a oiraón Bolivar e as Repúblicas do Hemisfério Oci - 
dental, mais uma vez, tomaram o propósito de acrescentar um novo ca 
pítulc a. história Pan-Americana, - capítulo que tratasse do bem - 
estar lumano, condições de vida justas e confiança no futuro da Amé 
rica, oar.. todos os povos e pessoas. 

Outros capítulos seguir-se-ão na história Pan-Americana, sem 
interrupção, enquanto existir um Hemisfério Ocidental. 


A__HISTÓRIa DA 
UNI AO 

M-AMERIÇANA 





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DIVISÃO DE ESTUDOS E PESQUISAS SOCIAIS 


4 


Durante o primeiro trimestre do ano em curso, a 
DEPS do CRPE desenvolveu as seguintes atividades na execução 
da pesquisa no munioípio de Santa Cruz do Sul: 

- Foram levantados dados sobre o corpo docente e 
sobre matrículas nas 80 escolas municipais e nas 42 escolas - 
particulares. Êsses dados foram graficados e estudados, com 
vistas à manutenção ou retificação das primeiras hipóteses pa. 
ra trabalho de campo. 

- Foi elaborado o plano para coleta de uma amos¬ 
tra, na ordem de uma centena de famílias a serem entrevista - 
das, e determinadas as unidades a serem observadas. Foi tam - 
bém elaborado e testado o questiona'rio correspondente e a s£ 
guir feitas as modificações recomendadas * 

- Logo depois, foi posta em andamento a execução 
da amostragem. Foram entrevistadas 32 famílias, para o que fo 
ram percorridos cerca de 500 km, muitos dos quais em zonas de 
serra e em estradas as mais precárias. Durante essas viagens, 
foram coletados dados, pelas outras técnicas previstas na pes_ 
quisa, junto a pessoas e a instituições. 

DIVISÃOJDEJ5ISTUDOS _EB3SQUISAS EDUCACIONAIS 

Pesquisa sobre padrões de rendimento das clas ses 
de alfabetizarão• Em prosseguimento aos trabalhos de levanta¬ 
mento dos resultados nas classes de primeiro ano da escola - 
primária experimental do Instituto de Educação 1J Gal. Flores 
da Cunha 1 ’ e das escolas primárias anexas ao referido Institu¬ 
to como campo de estágio para as alunas-mestras, realizou- se 
o estudo crítico, mediante critérios quantitativos e de expe¬ 
riência, dos instrumentos utilizados nas sondagens especiais 
a que procedeu o grupo de pesquisa. Foram assim examinados os 
aspectos da validade das questões utilizadas nas provas de ve_ 
rificação do rendimento da leitura; as correlações internss - 
dessas provas, as correlações entre os resultados das diferen 
tes provas de cada nível. Foram também comparados os dados ob 
tidos através dos instrumentos de sondagem e apurados por - 

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meio de observação direta e dos registros das professoras de 
classe» 

Fez-se ainda o levantamento da situação das cias. 
ses de alfabetização da escola primária experimental do Insti 
tuto nos dez áltimos ano3, envolvendo tanto dados de aprovei¬ 
tamento como o da maturidade dos alunos para a aprendizagem - 
da leitura. 


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5- 


NOTIC LÍRIO DO PAÍS 


* O escritor Mario Pedrosa foi nomea¬ 
do pelo Presidente da Repiíblioa, a fim de exercer as fun¬ 
ções de secretário-geral do recóm criado Conselho Nacio¬ 
nal de Cultura. 

As diversas comissões do referido ór¬ 
gão ficaram assim constituídas: 

- Comissão Nacional de Literatura - Avs- 
tregesilo de Athayde, Carlos Drummond de Andrade, Anto- 
tonio Cândido, Jorge Amado e Alceu Amoroso Lima. 

- Comissão Nacional de Artes Plásticas - 
Francisco Matarazzo Sobrinho, Rodrigo Melo Franco de An¬ 
drade, Mi ornar Munis Sodré, G-eraldo Ferraz e Luoio Costa, 


- Comissão Nacional de Teatro - Clóvis 
Garcia, Alfredo Mesquita, Cacilda Decker, Nelson Rodri - 
gues e D é cio de Almeida Prado, 

- Comissão Nacional de Música e Danças - 
Andrade Murici, Edno Krieger, Dleazar de Carvalho, C 
Maria Carpeaux e Heitor Alimonda• 


cias Sociais 


- Comissão Nacional de Filosofia e Cien- 
Sergio Bua rque do Hollanda, D. Clemente 


Isnard, Djaoir Menezes, Euriaio Canabrava e 
Fr erre * 



* 0 Serviço de Estatística da Educa. - 
ção o Cultura do MEC (Conselho Nacional de Estatística), 
apresentou um trabalho sobre as despesas orçamentárias - 
com a educação e cultura em 1959/60. 

pelas estatísticas. observa-se c _ ; 
to (parcial) exagerado de um aluno de nfvol - 

rio que passou, de 25 mil cruzeiros, em 1956, para mais 
de 75 mil, em 1959, quatro vezes mais que o de nível mé¬ 
dio e 50 vezes mais que o de nível elementar, A propor - 
ção do custo de um aluno, segunde o nível do ensino, em 
1959, foi a seguinte: Elementar - 2,5%, Medio - 10,5% 
Superior - 70,2%, 


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6- 


A CRIAÇÃO DE UM INSTITUTO SUPERIOR DE PEDAGOGIA 

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NA FACULDADE DE FILOSOFIA Da WIVBRSTbÁMr do- aio BRANDS DO SUL 

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Por ocasião do Encontro Regional de Educado¬ 
res para o Desenvolvimento, realizado em Porto ülegre, em dezem - 
bro de 1960, foi apreciado, pela Comissão encarregada dêste se¬ 
tor, o documenta básico, de autoria da distinta educadora, 

Profa Nair Fortes Abu-Merhy, Membro do Conselho Nacional de Educa, 
ção, sobre "is Faculdades de Filosofia e a Formação do Magistério^ 
tendo o Prof. Álvaro Magalhães, correlator do trabalho, apresenta 
do um subctancíoso relato sobre o assunto. 

Áo Correlatório do referido professor foi 
anexado um documento sobre a necessidade de criar, na Faculdade - 
de Filosofia da URGS, um Instituto Superior de Pedagogia, destina 
do a formação de professores especializados, participantes do cor 
po dooente dae Escolas Normais, documento esse de autoria da 
Prof 0 Alda Cardoso Kremer. 

Seriam os seguintes os objetivos desse Insti 
tuto: I - Propiciar a formação e o aperfeiçoamento - a) de profe_s 
sores de ensino secundário; b) de professores de ensino normal ; 
c) de técnicos em educação*' II - Realizar estudos e pesquisas no 
campo educacional, vinculando-se, sempre que possível, aos demais 
institutos ou departamentos da Faculdade de Filosofia. 

0 "Correio do CRPE", n2 8, mês de janeiro , 
publicou, na íntegra, o Correlatório do Prof. Álvaro Magalhães , 
bem como o documento da Prof 3 Alda Cardoso Kremer, subordinado ês 
te ao título - "Instituto Superior de Pedagogia da Universidade - 
do Rio Grande do Sul". 

Como o Curso de Pedagogia das Faculdades de 
Filosofia vem formando, anualmente, professores para o ensino se¬ 
cundário em geral e para as Escolas Normais, nao visando o prepa¬ 
ro específico de elementos capazes de orientar, cultural e pedag_ò 
gicamente, os regentes de classes primárias, o CRPE do Rio Grande 
do Sul, interessado em colhêr maior cópia de dados, a fim de in - 
formar convenientemente o Departamento de Educação e, através dê_s 
te, a alta Administração da Faculdade de Filosofia, endereçou a 
autoridades educacionais cópia do documento citado, com um ofício 
solicitando exame e crítica dos itens apresentados, bem como ou¬ 
tras sugestões julgadas pertinentes. 

A Prof 3 Juracy C. Marques, da Secção de Psi¬ 
cologia do CPOE da SEC, gentilm<?nte atendeu ao pedido deste Cen¬ 
tro Regional, tendo já enviado suas sugestões sobre o assunto , 
das quais destacamos: 


" 1 - Por que foi excluído o aperfeiçoamento do pro - 
fessor primário? Talvez o argimento seja porque is¬ 
so é atribuição da Escola Normal. Mas um Instituto 
Superior de Pedagogia não estaria completo se, em 
sua organização, nao permitisse uma atenção tôda 
especial aos educadores do ensino primário. Profes¬ 
sores primários com curso de especialização univer¬ 
sitária poderiam desenvolver atividades, na escola 
primária, da mais alta significação. Professores 
primários formados em nível universitário levariam 
para dentro das salas de aula das escolas primárias 
uma atitude de pesquisa, de observação e de experi¬ 
mentação. 











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tfima maior cultura, geral, profissional e técnica 
permite uma visão mais acurada dos fatos. Professo¬ 
res primários assim formados, ainda que em número - 
reduzido, representariam uma injeção de vigor no 
nosso sistwian, de educação primária. 

A escola primária é a base e não devemos esquecê 
la, se pretendeiaos elevar os padrões de ensino no 

Brasil, como um todo. As escolas normais continuariam 

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oom suas atribuições, inclusive os Institutos de Edu 
cação com seu Departamento de Estudos Especializados, 
mas a Universidade ofereceria oportunidade a alguns 
professores primários da altos estudos de educação - 
primária. 0 professor primário não tem porque ter 
menor formação que o professor secundário. Lidar com 
crianças, com pré-adolescentes é tão ou mais compli¬ 
cado do que lidar com adolescentes e jovens”. 

No item 3 de seu trabalho, a Prof& Juracy C. Msr 
ques afirma: 

”A nosso ver, as cadeiras não deveriam ser pre¬ 
vistas, o currículo deve ser flexível e as cadeiras 
planejadas, anualmente, em função das necessidades - 
da comunidade escolar e possibilidades do Instituto, 
apenas os Departamentos seriam previstos e estes se 
encarregariam do planejamento das cadeiras para cada 
ano letivo, conforme as exigências de cada um dos 
cursos que o Instituto se propusesse manter, durante 
aquele a.no" , 

No item 5» lemos: 

"Na denominação dos Departamentos, sugerimos - 
que o Departamento de Didática seja denominado de D_e 
partamento de Direção de .aprendizagem. Com essa deno 
minação incluiria melhor, a nosso ver, as cadeiras - 
de Metodologia do Ensino Primário, inclusive cadei - 
ras como Auxílios Áudio-Visuais, que se incluem na 
Direção de Aprendi zagtem, mas não sao propriamente D_i_ 
dática. E tôda e qualquer cadeira que se refere a 
Didática se ocupará, sem dúvida, de modo nuclear, da 
Direção de Aprendizagem". 

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Dada a relevância do assunto em pauta, valerá a pena apre 
ciar detidamente o artigo que adeante é publicado. 






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8- 


A FACULDADE DE FILOSOFIA E A FORMAÇÃO DE PROFESSÔBES 

PARA A ESC OU PRIMARIA 

Prof^ Dalilla C< Sperb do 
CRPE do R.G.S. 

Alcançamos provàvelmente uma época em que o sentimen¬ 
talismo em torno do professor da escola primária terá que ce¬ 
der, para deixar lugar ac conceito sadio que nos mostra o re¬ 
gente de classe e c administrador de escolas primárias como 
um profissional de formação moderna e científica» 

Há muito as escolas normais nos EE.UU* da América pas 
saram a ser Teachers Colleges * Tanto o professor da escola se. 
cundária como seu colega dos graus primários recebem preparo 
universitário, durante quatro anos, aos quais se seguem um 
ou mais de aperfeiçoamento 9 para a obtenção do M a st e rs Degree, 
Em todo o país, apenas as escolas, cuja situação financeira - 
obriga ao pagamento de salários inferiores, contratam profes¬ 
sores sem preparação universitária, ou com apenas parte desse 
curso realizado«, 

Em 1959, noticiou-se na Baviera a integração da esco¬ 
la normal na Universidade, fundamentando-se a medida na acep¬ 
ção de que o mundo moderno impõe grandes responsabilidades a 
qualquer professor^ A escola já não pode restringir-se à ins¬ 
trução e ao desenvolvimento de determinadas capacidades, mas 
deve aceitar a tarefa educativa em âmbito sempre maior,. 

A tarefa de educar as gerações novas era considerada, 
por Sarmiento, defensor da escola popularip Argentina, mis - 
são e vocação* A vocação, considerada por Kerschensteiner a 
primeira das características do educador, naturalmente é, pa¬ 
ra o educador, condiçãc esseu Piai* Mas sbmente por possuir a 
vocação, nos tempos atuais, nenhuma pessoa poderá' enfrentar a 
missão educativa* Aliado à vocação, o educador necessita de 
sólido preparo científico? que lhe forme e estimule o espíri¬ 
to inquiridor de pesquisa * Não se trata, em nossos dias, de 
formar sbmente o teórico em educação, a exemplo de Rousseau , 
mas procura-se, como era Pestalozzi, reunir no educador o 
saber teórico, a cienci^ e a vocação aperfeiçoada, a arte em 
educa ção« 

A necessidade de dar aos cursos de formação de profes 
sores base mais científica tornou-se cada vez mais premente, 
poderíamos dizer, a partir dos primeiros anos do século 19 • 

Há quem chame esse ponto crítico de w evolução ccperniciana i: - 





























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9~ 


na história da educação. Daquela época diz J.Michael Hamann^^ 
t: Bm nossa época, tão agitada e tão rica em modificações, di 
flcilmente uma das cousas materiais e espirituais escapou - 
das mãos do tempo, destruidoras e criadoras, demoltd-oras e 
construtoras» - asfacriadoras-^ integradoxas* Mãos- -que __ f erem 
e curam ao mesmo tempo u * Os acontecimentos desde então pro¬ 
varam que, ao tornar-se obsoleta a estrutura do mundo ante¬ 
rior, estava igualraente obsoleta a forma de educação que an 
tes se impunha. 

Em nossos dias a escola não possui mais o amparo - 
dos costumes, da tradição, do grupo familiar coeso e sólido, 
e de outros grupos fechados, características da época pró 
-industrial. Cabe ò escola moderna aceitar a função inten - 
cional e funcional da educação; cabe-lhe instruir e educar, 
desenvolver capacidades e formar caráter. 

Tarefa ..tão gigantesca naturalmente deve confundir - 
os educadores de nossa época. Exageros e insuficiências re¬ 
sultam dessa confusão. Entre os exageros hoje reconhecidos 
está o que se cometia nas instituições modernas de formação 
de professores relativamente ao estudo do educando, de seus 
interesses, de suas necessidades. Estudava-se o educando e 
negligenciava-se o estudo aprofundado daquelas cousas qua„ 
o educador deve ensinar para que o educando possa viver bem, 
dentro de um mundo de enormes exigências, Aconteceu assim 
que, atualmente, jornais e revistas especializadas publicam - 
resultados de pesquisa e opiniões de educadores líderes de 
instituições de formação de professores, de projeção mundiah 
A conclusão no momento é melhor e mais acurado preparo oien ^- 
tífioo para o professor. Além de estudo do educando, reoomen 
da-se oom insistência cursos de conteúdo científico, e o era- 
prêgo de todos os esforços para que o magistério possa - 
atrair ettilizar os melhores recursos humanos. 

Dando aos cursos conteúdo mais científico, estes 
passarão a exercer maior atração sobre os jovens de inteli - 
gencia mais favorecida. Da maior ocorrência do elemento huma 
no privilegiado no magistério, naturalmente resultaria uma 
classe de status econômico e social superior ao que atualmen 
te se observa. 

Essa transformação poder-se-ia alcançar pela forma - 
ção de professores primários em nível universitário. Contra 
a idéia levantam-se vozes que com muita razão apontam a 

impossibilidade de suprir todas as escolas públicas com pro¬ 
fessores de formação superior. Êste naturalmente seria um 
exagero que nos conduziria ao extremo oposto da situação. Na 
turalmente uma medida inovadora deveria adaptar-se à situa - 

(1) em Kleine Schulschriften, Koenigsberg, 1814-. 















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10 - 

ção e possibilidades atuais, desenvolvendo-se dentro de um 
ritmo admissível. 

Poder-se-ia estabelecer o sistema de categorias de 
professores, cujos salários corresponderiam ao preparo. As 
escolas do centro de cidades maiores seriam supridas com 
um corpo docente e administrativo de preparo universitário, 
com salários oond.zentes , pagos por um fundo de dinheiros 
páblicos de origem estadual e municipal. Esta combinação de 
entidade pagadora viria proporcionar escolas melhores tam¬ 
bém a oidades menores, sempre que o município pudesse con - 
tribuir com a parcela necessária para o pagamento de profes 
sores de formação superior. 

Além âo ensino melhor, o sistema teria a vantagem - 
de estimular os professores em geral. Fugir-se-ia à rotina 
das promoções por tempo de serviço, iguais para os esforça¬ 
dos e para os que calcificam na profissão. Salários molho - 
res e possibilidades de melhores condições de trabalho se¬ 
riam um incentivo para os professores mais inteligentes e 
ambiciosos. 

Uma solução possível, portanto, seria, em nossas 
condições, a criação de cursos de Faculdade de Filosofia , 
destinados ao aperfeiçoamento de professores primários, com 
um currículo fiel ao objetivo e diploma de habilitação para 
a escola primária. Far-se-ia destarte a diferença entre o 
já existente curso de Pedagogia, de formação do professor - 
secundário e o de formação para a escola primária. 

Tal procedimento proporcionaria o ritmo necessário 
a uma fase de transição. Continuariam a existir as escolas 
normais, formando os professores de categoria simples que 
poderiam obter colocação imediata. Alguns ingressariam logo 
no curso superior participando de todo o ourrículo, outros - 
seguiriam apenas algumas cadeiras, enquanto lecionariam, - 
iniciando a oarreira em escolas de categoria inferior* Tam- 
bám os professores para as escolas normais seriam formados 
pelo curso superior de que estamos tratando, fazendo-se uma 
diferença no currículo. Haveria, alám dos unidades destina¬ 
das aos professores regentes de classes primárias, algumas 
especiais para os professores de escolas normais. Seria uma 
diferenciação nos programas de psicologia e de pedagogia , 
principalmente. 

Parece-nos que esta ampliação no campo da Faculdade 
de Filosofia é necessária e urgente. A medida viria atender 
dois aspectos - o da melhor formação do professor primário 
e o da formação mais adequada do professor para a escola - 
normal. 


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ALgMNOSSAS FRONgEIRAS 


Noticiário 


* Durante sua permanência de mais de des anos 
em Porto Alegre, o professor Jean Roche estudou a fundo a 
formação histórica do Rio Grande do Sul, fazendo largo in - 
quérito em fontes impressas e manuscritas e realizando tara 
bém trabalhos de campo, sobretudo na chamada região colo - 
niel. 


Reuniu, assim, valiosa documentação, que 
levou consigo para a França, onde a tem divulgado através 
de trabalhos de solido caráter científico. 


üs duas teses que apresentou à Sorbonne , 
para a obtenção de grau de doutor, versam assunto do nosso 
maior interesse: a colonização alemã e italiana; as rela - 
çoes do presidente da província com o Conselho Geral, ór¬ 
gão que precedeu, em nossa organização administrativa, a 
Assembléia Provincial, tendo em ambas o candidato sido - 
aprovado com distinção. 

0 Prof. Jean Roche é autor de preciosa monc) 
grafia intitulada i; Porto Alegre, Métrcpole du Brésil Méri- 
dional ;í , publicada na revista ”Les Cahiers d’Outre-Mer u , 
estudo que abarca os seguintes pontos: a evolução histéri¬ 
ca, os aspectos naturais, o sistema de comunicações, o pôr 
to, o centro comercial, o desenvolvimento da industria e a 
função da cidade como metrópole administrativa e centro - 
cultural. 

(Excerto do Bulletin da Alliance Fran 
çaise de P.A,, março de 1959, artig” 
do Prof. Guilhermino César) 

* 0 Bureau International d’Education reali¬ 
zou uma pesquisa, no intuito de obter informações sobre os 
objetivos visados pelo ensino secundário em todo o mundo. 

A formação intelectual é a que é mencionada 
cora mais freqüência, atingindo 52$ das respostas; a seguir 
vem, por ordem de freqüência, a formação social des futu - 
ros membros da coletividade, com o índice de 57$ das res - 
postas; 54-$ afirmam buscar a preparação para os estudos su 
periores. depois é referido o desenvolvimento físico , 
incluindo a aquisição de hábitos de propriedade e higiene, 
a formação moral e religiosa e o desenvolvimento das quali 
dades artísticas dos adolescentes. Com índice percentual - 
mais reduzido aparece a formação científica e técnica, a 
preparação cívica e patriótica e o aproveitamento das ho¬ 
ras de lazer. 







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NOTICIAS E REPORTAGENS PUBLICADAS SÔBRE AS 
ATIVIDADES DO CRPE 


12 - 


Livros distribuídos pelo INEP 

Diário de Notícias, Porto Alegre, 30,3*61 

Publica a relação de livros ofertados 
pelo INEP e distribuídos pelo CRPE a Bibliotecas Muni 
cipais, Bibliotecas das Faculdades de Filosofia, Esco 
las Normais, Ginásios e às Delegacias Regionais de En 
sino. 

Congressos e Conferências 

Correio do Povo, Porto Alegre, 2,4.61 

Informa o INEP, através do CRPE, so - 
bre Congressos e Conferencias Interamericanas e Inter 
nacionais a se realizarem nos próximos meses. 

Palestra no Centro Regional de Pesquisas Educacionais 

Correio do Povo, Porto Alegre, 8.4.61 

Noticia a palestra a ser proferida p_e 
lo Prof. Bonetti Pinto sobre o tema ”A História como 
Instrumento de Análise Econômica” e convido cs profes 
sores universitários e secundários, bem como os de¬ 
mais pessoas interessadas no assunto para assistiram à 
mesma. 

Palestra no CRPE 

Correio do Povo, Porto Alegre, 11.4.61 

Relata a conferência programada para 
esta noite, a cargo do Prof, Bonetti Pinto e convida 
professores e demais pessoas interessadas para assis¬ 
tirem 'à* esta palestra do ciclo do sistema-ponte en 
tre a escola secundária e a universidade. 

Plane.lamento para o Curso de Administração e Supervi¬ 
são Escolar 

Boletim Informativo - MEC-INEP, n^ 45 , abril de 61, 

Transcreve, no íntegra, 0 planejamen¬ 
to feito pela Divisão de Aperfeiçoamento do Magisté - 
rio do CRPE para 0 ano de 1961, para 0 Curso destina¬ 
do a professores primários bolsistas do INEP. 












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AS DEZ OBHüS FUNDAMENTAIS DA BIBLIOGRAFIA RIO-GRANDENSE 


(Conclusão) 


(4) PORTO, fAffonso j Aurélio. 0 Trabalhi alemão no Rio Grande do 

Sul» Pòrto alegre, Estabelecimento gráfico Sta» Tere- 
z inha, 19 3 4« 2 7 7 p % Ilus tr 

(2) PORTO ALEGRE, Apolinário José Gomes» Paysagens: contos, por 
Iriêma (pseud.) Porto Alegre, Imprensa Literaria J.J* 
da Silva, 1875° 263p- (Biblioteca fíio-Grandense, 
n 2 1) 

(5) PORTO ALEGRE, Augusto» A Fundação de Porto Alegre, 2 & ed. 

Porto Alegre, Globo, 1909» 246p . lf. 

l ã ed.; Porto Alegre, Globo, 1906» 

(2) PORTO ALEGRE, Manuel de Araújo, barão de Santo Angelo, Colom¬ 
bo: poema. Rio de Janeiro, Livr. de B>L* Garnier (Vie 
na, Imperial e Real Typ») 1886. 2v. 

2& ed.: Rio de Janeiro, Comp» Typ, do Brasil, 1892-, 

(1) PRATES [da Silvaj , Homero [Menna Barretoj . As Horas coroa - 

das de rosas e de espinhos, poema de Homero Prates- - 
Rio de Janeiro, (Typ. Progresso) 1912,. J6f» (não nume 
radas) 

(2) PRATES f(da SilvaJ , Homero jJMenna Barretoj » Ao Sol dos pagos. 

Rio de Janeiro, Papelaria Velho, Í937° 10 5p- 

(1) QUINTANA, Mario, 0 Aprendiz de feiticeiro. (Pòrto Alegre) Edi 
ções Fronteira, 1950. 35p° 

(24) RAMBO, Balduino, 3.J. A Fisionomia do Rio Grande do Suis en¬ 
saio de monografia natural» Pòrto Alegre, Imprensa 
Oficial, 1942. XXI, 360 p., 50 fotogr», 7 mapas» 


Não se confunda com 0 seu ”A Fisionomia do Rio Gran - 
des viagens de estudo'*, Porto Alegre (pref»; 1938) 

58 pu Ilustr» Sep. do Relatório de 1937 do Ginásio An 
chie ta» 

(1) REICHART, H jerbert[ Canabarro» Bento Gonçalves» Porte Alegre 
Globo, 1932c 269p= (História do Rio Grande, 1) 

Estudo biográfico apresentado ao 2 2 Congresso de His¬ 
tória Nacional, em 7 de abril.de 1931* 

(1) REICHART, H ferbertj Cana.barro. David Canabarro; estudo biegra 

fico» Rio de Janeiro, Papelaria Velho, 1934» 2 21 p <> Re 

» do biografado (Edição do Centenário Farroupilha ; 
4V 

(2) RIBEIRO, José de Araújo, visconde do Rio Grande» 0 Fim da 

creaçao ou a natureza interpretada pelo senso comum , 
Rio de Janeiro, Typ° Perseverança, 1875' 657p* 

RIO GRANDE, José de Araújo Ribeiro, visconde do - vide 
RIBEIRO, José de Araújo, visconde do Rio Grande- 

(1) RODRIGUES, José Honório- 0 Continente do Rio Grande.» Rio de 
Janeiro, Ed. São José, 1954» 81p» 1 mapa» 

(5) ROSA, Gthelo [Rodrigues dal* Júlio de Castilhcs: perfil biogra 
phico 0 Pòrto Alegre, Globo, 1928» 327~518p° 

Conteúdos pt» 1 Perfil, biographico 32?p• -pt »2 . Escrig 
tos políticos» 518 po 

Reimpresso em 1930 - 

(1) ROSA, Othelo | Rodrigues da] » Vultos da epopéia farroupilha : 

escorços biographicos» Pòrto alegre, Globo, 193b- 
224p° Retr» 

(2) RUSSOMANO , Victor* Hisi^ia constitucional do Rio Grande do 

Sul: esboço (1835-^530); pref» (por) João Neves da 
Fontoura» Pelotas, Barcellos, Bertaso & Cia», 1932. - 
512p» XIII, Front. (retr. do autor) 






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14 - 


(35) SAINT-HILAIRE, Augustin Prançois Casar Prouvençal de.Viagem 
ao Rio Grande do Sul: 1820-1821; tr. (incompleta) de 
Leonam de Azeredo Pena. (2® ed.) SSo Paulo, Cia. Ed. 
Nacional, 1939* 404p. Front, (retr. do autor). Ilustr. 
(Biblioteca Pedagógica Brasileira, Serie S 0 Brasilia¬ 
na, v. 167) 

1® ed.: Rio de Janeiro, Ariel Editora, 1935» 295p° 

Edição comemorativa do Centenário Farroupilha o 

Esta trad. do original M Voyage à Rio Grande do Sul 
(Brésil). Orléanso H. Herluison, 1887, omite 7 cap. - 
alusivos ao Uruguai (Vide pref. 1® ed.) 

(1) SANMARTIN, Olintho. Bandeirantes no sul do Brasil. Porto Ale¬ 
gre, Edições "A Nação", 1949. 232p. 

(1) SANMARTIN, Olintho. 3ento Manoel Ribeiro: ensaio histórico 
Põrto Alegre, Tip. do Centro, 1935» 26lp. 

OANTO ANGELO, Manuel de araujo Porto Alegre, barão de - vide 
PORTO ALEGRE, Manuel de Araújo, barão de Santo Angelo 

SAO LEOPOLDO, José-Feliciano Fernandes Pinheiro,-visconde de - vi 
de 

PINHEIRO, José Peliciano Fernandes, visconde de São Leopoldo 

(1) SHUPP, Ambros [ioj S.J, Os Muchers: episodio historico extra- 
' hido da vida contemporânea nas coionias alemãs do 
Rio Grande do Sul; tr . brazileira auctorizada polo 
auctor por Alfredo Clemente Pinto. 2® ed. melh. e 

augm, Porto Alegre, Livreiros-Editores Selbach & Meyer, 
s.d, XVIII, 405p. 

Front. (retr. do autor) ilustr. 

uriginal: Die "Mucher" eine episode aus der Geschichte 
der deutschen Kolonien von Rio Grande do Sul, von 

P, Ambros Shupp, S.J, 2 verb, verm. Augl. Paderborn , 
Druck u. Verlag der Bonifacius - Druckerei, 1906. VII, 
352p. Ilustr. 

(1) SEVERO, Rivadavia. Visão do pampa: romance gaúcho. Porto Ale - 

gre, Globo, 1936. 298p. 

(15) SILVA, João Pinto da. História literária do Rio Grande do 
Sul. 2® ed. (rev. e ampl.) Porto Alegre, Globo, 1930 » 
XIX (5)- 278p. 

Obra premiada pela Academia Brasileira de Letras. 

1® ed.: Porto Alegre, Globo, 1924. 

(2) SILVA, João Pinto da. A Provincia de São Pedro 1 interpretação 

da história do Rio Grande. Porto Alegre, Globo, 1930. 

XIV,( 9 ) - 211 p. 

(2) SILVEIRA, Hemeterio José Velloso da. As Missões Orientais e 
seus antigos domínios. Porto Alegre, Typ, da Livr, Uni_ 
versai de Carlos Echenique, 1909* XI, 702pc. Ilustr, 

1 mapa. 

(1) SILVEIRA MARTINS, José Júlio. Silveira Martins, Rio de Janeiro, 
Typ. SSo Benedicto, 1929* 425p» Retr. do biografado. 

(34) SIMÕES LOPES, João (neto). Contos gauchescos e Lendas do Sul, 
3® ed. Porto Alegre, Globo, 1935° 440p. Front, (retr, 
do autor). Des. (no glossário) (Coleção Província., 
v. 1 ). 

Edição crítica com introdução, variantes,notas e glos¬ 
sário por Aurélio Buarque de Hollanda; pref. e nota de 
Augusto Meyer; posfácio de Carlos Reverbel= 

Glossário, p. (360) - 414. 

0 ,r Menininho do Presépio", apêndice aos Contos Gauchejj 
cos p. (251)-7. 






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Edições anteriores: 

1. Contos gauchescos; I a ed«: Contos gatlchescos : 
Folk-lore rejional. Pelotas, Bchenique & Cia 
Editores, 1912 

2. Lendas do sul. I a ed.: Populario. Lendas do 
sul. Pelotas, Echenique & Cia. Editores, 1913 

3. I a ed. das 2 obras reunidas: Porto Alegre, 
Globo, 1926. Reeditada em 1926. 2 a ed., 1950. 

(1) SIMÕES LOPES, João (neto). Casos do Romualdo: contos gauchescos. 

Porto Alegro, -Globo, (1925) 201p. (Coleção.Província , 
v. 4) 

(12) SOUZA DOCCA, Erailio Fernandes de, Gal. História do Kio Grande 
do Sul. Rio de Janeiro.Edição da Organização Simões , 
1954. IX (5) - 454p. (Biblioteca Brasil, v.l) Ed. póstu 
ma. 

(8) SOUZA DOCCA, Bnilio Fernandes de, Gal. 0 Sentido brasileiro da 
Revolução Farroupilha. Pôrto Alegre, Globo, 1935. 147p. 

Separata da Rev. Inst. Hist. Geogr. do AGS, ano 15, 

2$ trim., 1935» p. 165-309* 

(1) SPALDING, iivalter. A Revolução Farroupilha: historia popular do 
grande decenio seguido das "Bfemérides" principais de 
1835-1845» fartamente documentádus . São Paulo, Cia.Sd. 
Nacional, 1939* 368p. Retr., 2 mapas (3iblioteca Pedagó 
gica Brasileira. Série 5» Brasiliana, v. 158). 

(1) SPALDING, Walter. Tradições e superstições do Brasil Sul: en¬ 

saios de folclore. Rio de Janeiro, Edição da Organize - 
ção Simões, 1955* 223p. 1 retr, 

(2) TEIXEIRA, Múcio jScevola Lopes). Os Gaúchos: estudos do meio 

physico, *’do momento historico da vida pampeana, do can¬ 
cioneiro popular e synthese biographica dos rio-granden_ 
ses ilustres. Rio de Janeiro, Leite &Maurillo, 1920 - 

1921. 2v, 

v.l, p. 41-61: Cancioneiro gaúcho (coleção de quadras 
populares). 

(1) TEIXEIRA DE MELLO, José Alexandre. Limites do Brasil com a Con 
federação Argentina. Memórias sobre quais sejam os 

verdadeiros Santo-Antonio e Pepiri si devem estes dois 
rios constituir a linha divisória entre os dois paizes» 
Rio de Janeiro, ‘lyp. Nacional, 1883* 

lv. acompanhado de um mapa da região. 

Obra não localizada em Porto Alegre. Notas do "Diccio- 
nario bio-bibliographico brasileiro ... cie Árgeu Guima 
rães. Rio de Janeiro. 0 autor, 1938. p. 201, 

(21) TESCHAUR, Carlos S.J. História do Rio Grande do Sul dos dous 
primeiros séculos. Porto Alegre, Livr. Selbach, 1918 - 

1922 . 3v. Ilustr. 

Conteúdo: v.l 1626-1687. -v.2 Desde a repatriação dos 
emigrados e a fundação dos Sete Povos Orientais até 
a sua ocupação pelos portugueaes. 1687-1801. v.3* Bi- 
bliographia. Documentos. 

(1) TESCHAUER, Carlos, S.J. Poranduba riograndense. Pôrto Alegre, 
Globo, 1929* 268p. 3 des., 1 mapa. 

(4) TRUDA, fFrancisco de^ Leonardo. A Colonização Allema no 

Rio Grande do Sul. Pôrto Alegre, Typ, do Centro, 1930. 
147p. 

Separata da Rev. Inst. Hist. Geogr. do RGS, ano 10 , 

2 a trim., I 93 O» P* 163-303* 

(1) VARELA, Alfredo. Duas grandes intrigas: mysterios internacio- 
naes attinentes ao Brazil, Argentina, Uruguay e Para - 
guay. Porto, Renascença Portugueza (colofão: 1919) 2v. 


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(27) VAREL., Alfredo. Historia da grande revolução: o cyclo far - 

roupilha no Brasil. Porto Alegre, Globo, 1933» 6v. 
Ilustr. 

Ed. comemorativa do Centenário. Estampada sob os 

auspícios do Inst. Hist. Geogr, do RGS e às expensas 
do Governo do Estado. 

(2) VARELA, Alfredo. Política brasileira: interna e externa (Doeu 

mentos inéditos) Porto, Livr. Chaxdron, 1929* 2v. 
Front. 

(2) VARELA, Alfredo. Revoluções cisplatinas: a republica riogran- 

dense. Porto, Livr. Chardron, 1915- v. 2 (em 2 tomos) 
Front. (retr.) 

0 plano da obra era de 3v. Apareceu sòmonte o v. 2 - 
em 2 pts: VIII, 514p* - pt. 2: (517)-1056p. 

(3) VARELA, Alfrado. Riogrande do Sul: descrição phisica, histo - 

rica e economica. Pelotas e Porto Alegre, Echenique 
é Irmão, 1897» 3f« p. 50 7p» (v. 1) 

0 plano da obra visava um 2 fi v. que não foi publica¬ 
do. 

(1) VARGAS NETTO, Manuel do Nascimento.Tropilha crioula e Gado xu 

cro: versos gauchescos. Porto Alegre, Globo, (1953 ) 
146p. (Coleção Província, v. 8) 

Edições anteriores: 

1. Tropilha crioula,: versos gauchescos. 1& ed. , 

1925, 2® ed., 1926 e 3 a ed., 1929, tedas da Ed. 

Globo• 

2. Gado churro. I 3 ed.: Porto Alegre, Globo, 1929* 

(1) VELLINHO, Moysés. Letras da Província. Porto Alegre, Globo , 

(1944) 197p. (Coleção Autores Brasileiros' v, 1) 

(17) VERÍSSIMO, Erico. 0 Tempo e o vento. Porto Alegre, Globo 

(1955) 3v. 

Conteúdo: v, 1. 0 Continente. 6 3 ed. - V. 2. 0 Retra 
to, 3® ed. - v. 3* Encruzilhada, (Em preparo) 

1& ed.: v. 1, 1949; v„ 2, 1951* 

(1) VILLa-LOBOS, Raul* A Revolução Federalista no Rio Grande do 

Sul: documentos e comentários (por) Epaminondas Vil- 
lalba - (pseud.) Rio de Jauieiro etc) Laemment & 
Cia., 1897» CXXXI, 283p., 1 mapa. Retr., 1 planta. 

fILLALBA, Epaminondas, pseud. vide VILL A-LOBOS, Raul. 

(1) WAYNE, Pedro 1_Rubens de Freitas | Xarqueadas romance» Rio de 

Janeiro, Ed. Guanaba,ra, 1937» 254p» 

(3) WAMOSY, Alceu f de Freitas | Poesias. 2® ed. Livresnento. Ed. 

da, Livr. Brisolla,, 1945* 140p. Front. (retr. do au - 
tor) 

1® ed.: Poesias completas: Flâmulas, Na Terra virgem, 
Coroa de senho; coordenadas e pref. por Mansueto Bear 
nardi. Porto Alegre, Globo, 1925» 


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17- 


UM^m^imS^gAJíOD^A^IfíMGOGIA 


Entre os anos de 1650 e 1654, o autor da “Didᬠ
tica magna í: organizou, em Saros-Patak, ciàodezinha da Hun - 
gria, uma esoola de feições mais modernas que muitas das 
do século 3QÍ. De fato é difícil apontar, hoje em dia, uma 
escola que, sob todos os pontos de vista, seja do agrado - 
dos professores e educadores, Comênio, entretanto, conse¬ 
guiu esse sucesso, Ã princesa Susanna Rakosy, de Saros- Pa- 
tak, mandou vir a seu castelo o famoso educador, o fim de 
que instituísse uma escola de sete classes, organizada de 
acordo com as concepções e planos por ele ideados. Antes , 
porém, de aceder ao convite, propôs Comenio as seguintes - 
condições: 

1 . a escolha dos professores seria feita por 
ele, 

2 . organização de uma biblioteca, 

5. instalação de um gabinete de ciências natu 
rais, 

4. instalação de um gabinete técnico, 

5 . instalação de uma tipografia que fizesse - 
parte da esoola. 

No discurso de saudação, Comênio ressaltou a 
idéia de que na escola dois professores ocupam posição de 
importância: o que leciono nos primeiros anos e o que se 
dedica à classe no último. 

Comênio pôs mãos ò obra e organizou a escola de 
modo bem diverso do até então em vigor- Primeiramente ini - 
ciou sua reforma no pintura das solas de aula. Nada de pare 
des brancas. Comênio mandou vir pintores de afrescos aca 
quais incumbiu de reproduzir o que êle projetara sobre o 
papel. Todas as salas de aula foram ornamentadas com ima¬ 
gens da vida e ocupação próprias do nível dos alunos da res 
peotiva classe. Mesmo o estudo de línguas estrangeiras não 
deveria ser feito em torno de vocábulos mortos, mas tendo 
como ponto de partida objetos visíveis representados nas 
paredes. Enquanto os pintores executavam seus trabalhos., C_o 
mênio permanecia junto deles, para que não fosse omitido ne_ 
nhuma minúcia desse álbum mural . 

Comênio, que já contava quase sessenta anos, 
proveu o escola cora material didático escrito de próprio pu 
nho e impresso nas oficinas da escola. Os livros de latim 






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18- 


apresentavam-se tão tem feitos sob o aspecto didático que a 
aprendizagem constituía uma diversão-para ns- alunos , 

Temor e tensão não existiam. 0 interêaae—e- a 
motivação, como diríamos hoje, eram tais que c professor se 
tornava, por assim dizer, dispensável. Basta dizer que em 
três anos apenas os alunos aprendiam o belo idioma de Cíce¬ 
ro, Ainda que supuséssemos, embora sem fundamento, que nem 
tudo corria tão maravilhosamente bem, não há negar que o 
grande pedagogo húngaro previu necessidades, para cuja solu 
ção ainda hoje se afana toda uma geração de mestres. 


Também os demais livros didáticos usados na 
escola foi Comenio quem os compôs. Ao perceber, porém, que 
o método aplicado num deles não surtia o efeito desejado , 
refundia o livro, valendo-se, para melhorar a edição, de ex¬ 
periências anteriores, Comenio não impunha, não dogmatizava 
não julgava a priori; mas observava, punha-se ac nível dos 
alunos., e não é exagero dize-lo, com eles se identificava 9 
Havia escrito o livro-texto intitulado w Januo línguarum re- 
serata :: , Com espanto verificou que os alunos tentavam pôr 
em prática o que se tratava no capítulo referente ò arte 
de atirar» Para estimular a iniciativa dos alunos, refundiu 
toda a obra, desta vez não mais usando tantas palavras mas 
visualizando a matéria com figuras* Pos-lhe o título de 
u orbis piotus 11 « Consumiu longo tempo neste trabalho, para 
fazer os desenhos acompanhados de pequeno texto elucidati - 
vo, E nos? Nós hoje em dia nos embaraçamos em palavras, co¬ 
mo vítimas de excessiva verbosidade, para não dizer que ne¬ 
las sufocamosc 

0 ;; orbis pictus” foi impresso em Nueremberg ? 
Alemanha, sendo por um século o único livro escolar ilustra 
do» As edições dessa obra sucederam--se, sempre com pequenas 
modificações, até o século dezenove, Ye-se, pois, que o mé¬ 
todo pedagógico oomeniano se impôs a várias gerações, con¬ 
trária mente à versatilidade dos métodos hodiernos, que 
surgem e desaparecem com a facilidade do surgimento e desa¬ 
parecimento das mo da Sc 

Quem quer que relanceie um olhar sobre o método 
de ensino de Comenio fica pasmo e julga encontrar-se em pis 
no século XX, 

C princípio fundamental do grande educador era 
deixar às crianças liberdade de ação e aquisição de experi¬ 
ências^ Mas «*» a teoria? Mantê-la o mais possível afastada! 
As crianças com satisfação representavam pequenas peças tea_ 
trais em latim, elaboradas polo próprio Comênio, 





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19- 


Assistamos a uma aula de estilo comeniano, 


- 0 professor ocupa sua cátedra, num plano um 
pouco mais elevado, mas rodeado de seus alunos, Êstes - 
aoham-se organizados em grupos, obedecendo à direção de 
um chefe. De quando em vez um dos alunos se levanta, e 
vai ter oom o professor, para pedir... uma explicação ou 
aclarar uma dúvida. A palmatória é algo desconhecido nes¬ 
ta escola, Ela nem se faz necessária, porque a ordem e a 
disciplina imperantes são espontâneas e são como que fru- 

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to do interesse pela matéria• Conquanto o professor pare¬ 
ça estar desocupado, ele trabalha e dirige impe.ro eptlvcl- 
mente os discentes. 0 maior castigy qua a um aluno se pode 
ínflingir e excluí-lo da aula, um dos pontos mais c con¬ 
trastantes com a mentalidade dos alunos do século das 
luzes * 

- Passemos já ao horário vigente na escola de 
Saros-Patak. 


- A primeira hora do dia e dedicada a um ato re 
ligioso, Segue a parte teórica relativa ao mesmo tema* - 
Nisso são ocupadas as tres horas da parte da manhã.. Pela 
tarde, o programa compreende ensino de música, exercícios 
de ginástica e ainda história e composição de linguagem, 

A Comenio essas atividades parecem demasiado teóricas, - 
Portanto faz as orianças representarem pequenas peças tea 
traisv 


Se tal escola 
que de todas as partes ac 
rarem. f isso tudo já foi 


existisse hoje em dia, é certo 
orreriam visitantes para a admi- 
pôsto em prática no sóculo 16 í 


”Nsda } força • Tudo por espontaneidade 5 * era 
o lema inscrito nos umbrais da escola de Saros-Patak. 

Na oportunidade da inauguração da escola, Co_ 
menio discorreu sobre a formação do espírito - "De cultu¬ 
ra ingeniorümí, o que vem atestar mais uma vez o elevado 
oonoeito que ele fazia do homem, Todos os seus esforços - 
visavam atualizar as potencialidades do espírito, a fim 
de dar-lhes uma formação completa. 


Sigamos ainda a Comenio nas relações que elo 
corno diretor mantinha com os professores. Por princípio , 
Comenio não quer:a ser tido em conta de diretor, investi¬ 
do de autoridade, ma.s tencionava ser um exemplo a animar 
e fortalecer continuamente os mestres no labor qu.Gtld.iana, 

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Comenio buscava professores que tivessem fó nas crianças 
e que soubessem devotar-se desinteressadamente aos educan 


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,o;‘ itlça» o£ e ')cfc ' íttxOÊfo = k;.^í r ' : ° r 

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dos. 


20- 


0 que relatamos sobre a esoola de Saros- 
Patak, nos induz a sérias reflexões. Damo-nos conta de 
que os problema 3 de boje em dia não são especificamen¬ 
te nossos, do século XX,mas que jã foram sentidos por 
outros homens de tempos passados. Como Comênio, tam¬ 
bém nés travamos batalha contra a vaidade, a preguiça, 
a comodidade e a incompreensão. Temos nossas escolas, 
mas, bem no fundo da alma, suspiramos por escolas de 
tipo comeniano. Também como Comênio, somos o favor de 
trabalhos em equipe, cultivo da música, representação 
teatral e diversidade de ocupações no decorrer do dia 
escolar* Hajam embora envelhecidos alguns itens, consi 
derados do ponto de vista histórico, o que Comênio an¬ 
teviu e sentiu é sempre antigo e sempre novo. Sim, exis 
tem exigências pedagógicas que independem do tempo e 
de correntes ideológicas. Defrontamos com verdades que 
perpassam a história, e com conhecimentos que não per¬ 
dem jamais sua atualidade. Encontramos na vida tarefas 
que, não cumpridas, a fazem estéril e infecunda. 


Os dados para este trabalho foram colhidos de um ar¬ 
tigo de Herbert Otterstaedt, publicado no número ds 
abril de 1960 da revista Sohule und Leben , pg. 247- 
250, Munique. 

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1: Ensine a PENSAR , mas abstenha-se a ensinar 0 Q UE PENSAR”. 


John Dewey 


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0 direito á instrução 

No mundo inteiro há meninas e meninos que ardem em des_e 
jo ávido e curiosidade insopitável de aprender. Porém, para a 
metade dentre eles não há escolas o 

Alem ue s^uo trabalhos Ow -Xii 0 N-* J. w* V Oi '«a.sJ Xo. 

primário, a TJnesco uevota esforços peculiares á formação de 
professores e à difusão do ensino rural na América Latina. Es 
so plano permitirá, em questão de dez anos, haja instrução 
gratuita e obrigatória em vinte países. 

- oOo - 














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21- 


notícias m destaque 

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*Foi instalada solenemente, em Porto Alegre, 
a 22 de março deste ano, a Faculdade Católica de Medicina. 

0 Prof. Ivo Corrêa Meyer, Diretor deste no¬ 
vel estabelecimento de ensino superior, na ocasião, desenvolveu o 
histórico da fundação da Faculdade. 

Inicialmente, S.S S expressou o júbilo pela 
celebração do bicentenário do nascimento do benemérito Irmão Joa¬ 
quim do Livramento, fundador da Santa Casa de Misericórdia de Por¬ 
to Alegre e o início do primeiro ano escolar da Faculdade Católica 
de Medicina, agradecendo aos Irmãos Beneméritos da Santa Casa de 
Misericórdia o torná-la realidade. 


Após agradecer a todos quantos trab cilharam - 
direta ou indiretamente para a concretização do empreendimento , 
recorda o ilustre orador que foi junto ao doente pobre e necessita, 
do e á sombra do Hospital da Santa Casa que nasceu e floresceu a 
Medicina do Pio Grande do Sul, pois há riais de meio século este 
hospital tem sido o hospital de ensino da Faculdade de Medicina da 
U Ü.Qc S 

Voltando o olhar ao passado, o Prof. Ivo 
Corrêa Meyer evoca os vultos de Sarmento Leite, Mario Tctta, 

Cristiano Fischer, Annes Dias, Protasio Alves e tantos outros que, 
na Santa Casa de Misericórdia, exerceram o seu apostolado médico e 
deixaram gravadas as suas lições memoráveis» 


a égide de tão caras 
criação da Faculdade 
tuto, participasse do 
ventude". 


"Bob o amparo da Irmandade centenária e seb 
e nobilitantes tradições, nasceu a idéia da 
Católica de Medicina que, como um novo insti- 
labor da formação profissional de nossa ju - 


A idéia da fundação da Faculdade Católica - 
de Medicina de Porto Alegre teve origem na iniciativa do Prof. líuy 
Cirne Lima, quando no exercício do cargo de Provedor da Santa Casa 

de Misericórdia. 10 propor, em 1951, fosse submetida á apreciação 

mo 

do Rev. Arcebispo Metropolitano, D. Vicente Scherer, a criaçao - 
destra Faculdade, 


Preliminarmente, a iniciativa teve 
incondicional do Sr. Arcebispo, tendo o Diário Oficial do 
publicado, em 26 de abril de 1955» o projeto des Estatuto 


a sanção 
Estado - 
s da Fa - 


culdade 9 


No dia 25 de junho de 1957» foi lançada a 
pedra fundamental do edifício da Faculdade e, em 20 de dezembro de 
1960 , o egrégio Conselho Nacional de Educação dava parecer favorᬠ
vel ao funcionamento da Faculdade Em janeiro de 1961, 0 Ex/' 1 Sr- 
Presidente da República, Dr. Jusceliro Kubitschek de Oliveira auto 
rizava, pelo decreto 50 165?. referendado pelo Ex. 11 " Sr. Ministro - 
de Educação e Cultura, Prof. Clóvis Salgado, o funcionamento do 
curso médico da Faculdade Católica de Medicina de Porto Alegro. 


0 Prof. Ivo Corrêa Meyer exalta o despren - 
dimento dos professores que, acorrendo ao chamamento que lhes fera 
feito, com entusiasmo e decisão, bem demonstram o idealismo e a 
afirmação de fé nos destinos da incipiente Faculdade. 

"Esta edificante manifestação foi a nota 
predominante que veio dar ferça a um dos pontos fundamentais dc 
programa do. Faculdade, que é 0 das relações estreitas e harmónicas 
entre sua direção e. seus professores e entre os demais institutos 
educacionais", afirma o distinto orador, frisando que seréfgraças 
a um ativo e permanente intercâmbio universitário, process do cm 
clima de concórdia e de compreensão mutua que poderão medrar e pros 
perar os valores exponenciais que representam, identificam e con - 
substanciam os aspectos característicos da vida e da consciência 
de uma nação." 








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22- 


Após citar o espetáculo grandioso, mas tam¬ 
bém desolador da luta em buaca de ume. vaga nas Faculdades, o Prof. 
Ivo Corrêa Meyer diz das diligências que se fazem necessárias, 
dentro de um programa nacional de recuperação educacional, por 
ampliar, com recursos necessários e bastantes, as nossas escolas 
profissionais e os nossos institutos de ensino superior. Só deste 
modo eles poderão atender aos estudantes que os procuram. 

Ressalta o insigne Professor a necessidade 
de serem criados novos colégios, novas escolas, novos institutos, 
novas Faculdades, "dotados amplamente do necessário, sem prodiga¬ 
lidades e sem suntuosidade", com a finalidade de tirar o Brasil - 
das tristes condições de um país subdesenvolvido. 

"Na verdade, a formação simples e pura de 
profissionais, de boa técnica científica ou artística longe está 
de ser a finalidade a que se colima com a instauração de estabe¬ 
lecimentos de ensino superior ou de universidades". 

"0 que se cogitei, em essência, como base de 
toda educação, é a busca da verdade, é a criação de valores espi¬ 
rituais e intelectuais que contribuam para a floração dos ideais 
de uma nação". 

"Ê nesse ponto fundamental que repousa a 
convicção de que é essa «. função suprema, a função nacional das 
universidades e faculdades superiores". 

Após dirigir aos novos alunos da Faculdade 
Católica de Medicina palavras de estímulo e incentivo, o Prof. 

Ivo Corrêa Meyer pede-lhes que não percam de vista o conceito de 
Maronon, médico e filósofo, de que a ciência mais rigorosa e a 
arte mais excelsa são vãs e perigosas se não se revestem da mais 
profunda moral. 


* Do plano, de longa data, d:. Reforma de SnsJ^ 
no, na Faculdade de Arquitetura, passou-se a elaboração do mesmo, 
a fim de que entrasse em vigor em 1961, graças principalmente à 
atuação do Diretor desta Faculdade, Prof. João Baptista Planea. 

A Reforma intende relevar os deveres, até 
agora obliterados, do arquiteto para com a sociedade, de cujo meio 
ambiente ele é o organizador, fazendo, dessarte, parte integrante 
da cultura nacional. 

0 primeiro passo da Reforma foi eliminar o 
"espírito engenheiresco" para dar maior atenção aos projetos e 
à construção. Visa, outrossim, entrelaçar, barraonicamente, todas 
as cadeiras, até agora independentes, numa unidade de objetivos. 
Para tanto, deverão, este ano, os professores acompanhar as aulas 
de Composição, cujos conhecimentos serão aplicados na prática, d_e 
vendo as demais cadeiras com elas entrosarem-se, valorizando-as. 


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23- 


CICLO DE PALESTRAS NO CRPE 


Dando prosseguimento ao ciclo de palestras do 
sistema-ponte, iniciado durante o ano transato neste 
Centro, realizou-se, dia 11 de abril; a conferencia do 
Prof. José Bonetti Pinto, do corpo docente da Faoulda- 
de de Ciências Políticas e Econômicas da URGS. 

Dentro do tema ;í A História oomo Instrumento de 
Análise Econômica 55 , desenvolveu o professor conferen - 
cista idéias sobre a cadeira de História no currículo 
da Economia, frisando o aspecto desta ciência auxiliar 
no estudo da Economia e ressaltaado os seguintes' tópi - 
cos: 

a) A 55 História Econômica Geral e do Bra - 
sil ;! na Faculdade de Ciências Econômicas. 

b) 0 método histórico: sua importância pa. 
ra análise do desenvolvimento econômico, dificuldades 
do emprego de outros métodos e ausência nos programas 
(falta de -Introdução à metodologia econômica i; ). 

c) Deficiência do ensino da História no 
curso secundário, tais oomo: abuso do memorização, ig¬ 
norância dos conceitos básicos, a idéia de interrupção 
na História e o descaso h História hodierna. 

d) Sugestões para a melhora do ensino de 

História• 

Em debates, que se prolongaram juntamente ao 
desenrolar da palestra e que tiveram a inteligente co¬ 
laboração do Prof. Francisco Machado Carrion, foram 
apresentadas sugestões para a melhor orientação do en¬ 
sino de História no curso secundário, entre outras: - 
mais atenção ao estudo da História Hodierna, às gran 
des modificações verificados no mundo, de 1939 até nos 
sos dias, restrições ao abuso da memorização, o desen¬ 
volvimento do espírito crítico, a substituição de per¬ 
guntas tradicionais, tais como as que se referem a de¬ 
finições, conoeitos, classificação, por perguntas que 
demandem raciocínio por parte do aluno, combate ao 
preconceito, aos estereótipos sociais, incentivo à pes¬ 
quisa bibliográfica, e gjos arquivos regionais. 


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0 ENSINO NOS MUNICÍPIOS 


24- 


Os arquivos da Secção de Documentação e Informa¬ 
ção Pedagógica deste Centro infarmanr~so-hre o ensino nosMunicí 
pios rlo-grandenses de: 

Carlos Barbosa 

- O município de Carlos Barbosa tem um ano e meio 
de existência e formou-se de áreas anteriormente adminis¬ 
tradas pelos municípios de Montenegro e Caí. Sua extensão 

p 

é de 245 km • Em janeiro de 1960 havia 26 escolas munici¬ 
pais, 2 escolas rurais, 1 grupo escolar estadual, 1 esco¬ 
la particular, do ensino primário e secundário, 1® ciclo. 
Desde então foram construídas mais 7 escolas do Plano de 
Expansão, e mais uma escola municipal. 

- A matrícula nas escolas municipais eleva-se a 
1 100 alunos. As escolas estaduais são frequentadas por 
500 alunos, e a instituição particular conta com 300 ma - 
trículas no curso primário e 110 no ginásio. 

- A nota característica em relação ao ensino nes¬ 
te Município é que não existem crianças em idade escolar 
que não freqüentam a escola, às mais distantes não moram 
a mais de 3 000 metros da escola. 

Porto Lucena 

- Porto Lucena está entre os municípios que já 
têm em funcionamento o Plano de Descentralização do Ensi¬ 
no Primário. Seguindo v.m bem elaborado plano, fez esse 
Município um levantamento inicial de suas necessidades - 
educacionais, para que a localização das novas escolas - 
fosse decidida com acerto. Para superar as dificuldades - 
referentes a professores, a coordenação de ensino organi¬ 
zou um curso com a finalidade de orientar os professores 
sem preparo profissional, üpós esse período de organiza - 
ção, a Prefeitura terá em funcionamento 6 escolas do Pla¬ 
no de Descentralização, além de 6 unidades municipais, 2 
particulares e 19 escolas estaduais, A população escolar 
primária é de 2 000 crianças* 

- Entre os benefícios verificados pela instalação 
do Plano de Descentralização, conta-se o aumento de 10 sa 
las de aula e de 11 professores. A atitude para com o no¬ 
vo Plano é favorável, notando-se interesse e esforço prin 
cipalmente para o aperfeiçoamento dos professores respon¬ 
sáveis pelo ensino piíblioo nesse Município. 


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DOCUMENTAÇÃO 


INFORMAÇÃO PEDAGÓGICA 


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Serviço de Biblioteca 

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Livros registrados 

Livros catalogados 

Livros o la ssifiçados 

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Recortes de Periódicos 

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Artigos classificados 

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3 917 

volumes, 


RE IA CÃ 0 DE LIVROS E FOLHETOS INCORPORADOS A BIBLIOTECA 
-• \ 

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lv'á,3 DE ABRIL 


Doa £0 e s 


a 


') Do T ^ 1 H 


GRUENBERG , Sidonie Matsneir - A Criança ,- Enciclopédia 

Ilustrada para Pais e Professores* Ric de Ja¬ 
neiro ;í Editora Fui do de Cultura, 1960* 

IVO, Ledo - Caminho sem aventura. Rio de Janeiro Edições 

'• C Cru se iro ; '. 19 57- 163 p , 

OLIVEIRA, Mar..a Luiza Barbosa • Articulação do Ensino no 
Brasil* Rio de Janeiro, INEP, 1960 o 9p* 


















































































































































































26- 


PEREIRA, Armindo - Açoite* Rio de Janeiro. Edições w 0 Cru 
zeiro'* 5 , 1956. 160p, 

VERÍSSIMO, Erico - Gato Preto em Campo de Neve. Rio de j£ 
neiro, Editora Globo, 1957* 389p. 

VERÍSSIMO, lírico - México, Rio de Janeiro, Editora Globo, 
1957. 299p. 

VERÍSSIMO, Erico - A Volta do Gato Preto. Rio de Janeiro. 
Editora Globo, 1957. 440p. 

*) Da Universidade da Bahia 


ROSA, Alberto Maohado - Uma Experiência pioneira. Bahia, 
Universidade da Bahia, 1960. 195p. 


e) Diversas 

MEZ 0GAZ ORSAGI TECHNIKUMBA - Budapest, Hungria 
NATIONAL HEADQUARTERS - The English-Speaking Union of 
the United States British Ambassador Books Chosen 
by the Books Across the Sea Selection Panei in 
London Interpreting the Life and Thought of 

British People to Those in Other Countrios. Nww 
York, 1961. 18p. 


Periódicos - Doações diversas 


ANHEMBI - N 9 124, 1961 

BILDUNG UND ERZIEHUNG - N 9 4,6,7,8,9. 1960 
BOLETIM INFORMATIVO - MEC, N 9 19, 1960 

BOLETIM DA SOCIEDADE DE PSICOLOGIA DO R.G. DO SUL - n 9 1, 
1959-1960 

BOLETIM DA UNIVERSIDADE DO CEARA - N 9 s 25,24,25, 1960 
CAPES - N 9 96. 1960 

EDUCAÇÃO E CIÊNCIAS SOCIAIS - N 9 s 15,15, 1960 
JORNAL DE LETRAS - Março, 1961 

REVISTA BRASILEIRA DE ESTUDOS PEDAGÓGICOS - N 9 80, 1960 
REVISTA BRASILEIRA DE ESTUDOS POLÍTICOS - N 9 1,2, 1960 
REVISTA DE PEDAGOGIA, N 9 10, 1959 

UNESCO - Proyecto Principal de Educa ción - N 9 6, 1960 
UNIVERSIDADE DO RIO GRANDE DO SUL - Arquivos do Instituto 
de Anatomia, Ano I, 1957, Ano II, 1958 e Ano III 
3.959 

SEC DO R.G.S. - Educando a Criança (Serviço de Orientação 
e Educação Especial) da sórie ;! Como posso educar 
meu filho 1 ’ • 

UNIVERSIDADE DO RIO GRANDE DO SUL - Instituto de Fisiolo¬ 
gia Experimental - Regulamento, Memória - 1954 / 
1955, Resenha histórica da Cadeira de Fisiologia 
na Faouldade de Medioina de Porto Alegre. 

Periódicos - Aquisição 

EDUCATION - n 9 3022, 1960. N 9 3029, 3030, 1961 
EDUCATIONAL SCREEN AND AUDI O-VIS UAL GUIDE - Março, 1961 
SCHULE UND LEBEN - Janeiro, 1961 


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27- 


NOTÍCIAS 

* O Dr. Werner Kemper, psica 
nalista de renome e fundador 
da Sociedade de Psicanálise - 
do Bio de Janeiro, figura des, 
tacada da Associação Interna¬ 
cional de Psicanálise, pronun 
ciou, na Faculdade de Medici¬ 
na de Porto .Alegre, uma confe 
rincia sob o título :; Princí - 
pios psicanalítioos na práti¬ 
ca médica”. 

- oOo - 

* Em cumprimento ao Intercâm 
bio Cultural Universitário 
Brasil-Argentina, realizou-se, 
na Faculdade de Arquitetura - 
da URGS, una exposição de ar¬ 
quitetura, cerâmica e artes 
plásticas, a cargo de estudan 
tes de Belas Artes argentinos; 
à noite, o Prof. Cazoda, da 
Escola Nacional de Artes Vi¬ 
suais e Cerâmica de Buenos Ai. 
res, pronunciou uma conferên¬ 
cia, na mesma Fa cuida de * Após, 
houve uma sessão de poemas 11 
dos e debotes sobre teatro 
dia 8, encerrando o programa 
estabelecido, um espetáculo - 
teatral, a cargo de alunos 
do Curso de Arte Dramática , 
de Buenos Aires. 

- oOo - 

* Na Faculdade de Direito do 
URGS, foram criados Grupos de 
Pesquisas, orientados pelo 
corpo docente e constituídos- 
por acadêmicos, para estudar 
problemas sociais e econômicos 
do País, proourando contribuir 
para a solução dos mesmos. 


* Regressou do Rio de Ja - 
neiro e Brasília o Prof. - 
Elyseu Paglioli, Reitor da 
URGS, onde fora tratar de 
importantes assuntos liga - 
dos ao desenvolvimento de 
nossa Universidade junto ao 
Govêrno Federal, dentre 
êles o que se referia ao 
cumprimento de dois turnos 
de trabalho para os profes¬ 
sores que exercem cargos 
técnicos ou científicos em 
repartições federais. Soli¬ 
citou e obteve o Prof, Ely¬ 
seu Paglioli um turno de 
sòmente 6 horas para êsses 
professores, de modo que 
se possam dedicar ao exercí 
cio do magistério, nao fi¬ 
cando. assim, a Universida¬ 
de privada da colaboração - 
destes ilustres mestres. 

- oOo - 

* Foi instalado, na Ponti¬ 
fícia Universidade Católica, 
um Curso Prático de Língua 
Japonesa, por iniciativa do 
Consulado do Japão, nesta 
Capital, e da PUC. 

- oOo - 

* 0 poeto, ensaísta e aca- 
dêmioo gaiicho Augusto Meyer 
é reconduzido ao honroso - 
cargo de Diretor do Institu 
to Nacional do Livro, um 
dos órgãos básicos da cultu 
ra brasileira. 

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28- 


* 0 Instituto de Belas Artes 
promoveu a realização de uma 
exposição de Arte Rio-Granden 
~s<m!o Passado e do Presente, 

- oOo - 

* 0 Prof, Cerd Bornheim, a 
oonvite do Instituto Cultural 
Brasileiro-Alemão, ministrou, 
em nossa Capital, um ourso 
sôbre a filosofia existencial 
de Martin Heidegger. 

- oOo - 

* 0 Governo do Estado abriu 
um crédito especial para a 
SEC, num total de 777 mi¬ 
lhões de cruzeiros, para aten 
der ao Plano de Expansão do 
Ensino Técnico, Este plano - 
sintetiza a intenção de am¬ 
pliar o ensino técnico, a 
par do ensino primário, abrin 
do novas oportunidades aos 
jovens interessados em desen¬ 
volver atividades relaciona - 
das com a agricultura, pecuᬠ
ria, indústria, a fim de aten 
der ò demando criada pelas - 
iniciativas governamentais no 
campo d. desenvolvimento eco¬ 
nômico, 

- oOo - 

* 0 Correio da Manhã do Rio 
de Janeiro, de 12.3.61, publi¬ 
ca um artigo no qual, referin 
do-se à vida musical rio-gran 
dense, faz menção ao Seminã - 
rio de Música, aqui realiza - 
do, e a outros empreendimen - 
tos artísticos a serviço do 
povo, especialmente, afirman¬ 
do: n Há um movimento musical 
invejável no Rio Grande do 


* Vem de ser sugerida à C⬠
mara Municipal de Porto Ale¬ 
gre, a criação da cátedra de 
Direito Municipal, nas Facul 
do des de Economia da URGS e 
da PUC, o que é de suma im¬ 
portância para o municipolis 
mo brasileiro. 

- oOo - 

* Esteve em visita a este 
Centro, o Sr. Cláudio Bocchese, 
Prefeito Municipal de Antônio 
Prado, o qual, em palestra , 
frisou o principal escopo da 
Municipalidade que é possibi 
litar escolas para todas as 
crianças e pôr em execução a 
obrigatoriedade da freqUen - 
cia. Sente S.S. que muito se 
tem beneficiado o Município 
de Antônio Prado com o sist_e 
ma de descentralização do en 
sino. 

- oOo - 

* Será ministrado, na URGS, 
a partir de 10 de abril, um 
Curso de Aperfeiçoamento so¬ 
bre ‘‘Taxonomia dos Anginos - 
permas t; , a cargo do Prof. 
AXarich Schultz, catedrático 
de Botânica P 

- oOo - 

* A UMESPA iniciou uma cam¬ 
panha, visando a orientação 
vocacional e profissional do 
estudante secundário, Um dos 
pontos básicos desta Campa - 
nha é justamente a valoriza¬ 
ção das Escolas Técnicas. 

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Sul, que pode servir de norma 
ou exemplo a muitos^catros Es 
tados do Brasil”. 

- oOo - 

* Em Porto .Alegre, foi inau¬ 

gurada a Biblioteca Didática 
Álvares de Azevedo 1 ’, da 

União Gaúcha dos Estudantes - 
Secundários, patrocinada pe¬ 
la Divisão de Cultura da SEC. 

- oOo - 

* 0 CRPE recebeu a visita do 
Sr. José Chiás, Prefeito Muni 
cipal de Carlos Barbosa que , 
externando sua opinião sobre 
a descentralização do ensino, 
referiu-se aos resultados pro 
missores já obtidos naquele 
Município* 

- oOo - 

* A aula inaugural da Facul¬ 
dade de Direito de Pelotas 
foi proferida pelo prof. Hard 
do Teixeira Valadão, catedrᬠ
tico de Direito Internacional 
Privado da Faculdade de Dire^i 
to da Universidade do Brasil 

e da Pontifícia Universidade 
Católica do Rio de Janeiro. . 

- oOo - 

* Durante a homenagem presta, 
da ao Prof. Joaõ Baptista 
Pianoa, Diretor da Faculdade 
de Arquitetura da URGS, foi- 
lhe entregue o título de só¬ 
cio benemórlto do Instituto 
de Arquitetos do Brasil. 


* 0 Prof, Josó Carlos F.-Mi 
lano, diretor da Faculdade 
de Medicina, proferiu uma 
pales-tra, durante a reunião 
da Comissão de Ensino da 
FEURSS, sobre a l: Reforma do 
Ensino 1 ’. 

- oOo - 

* A questão da anexação do 
Instituto de Belas Artes à 
URGS deverá ser solucionada 
brevemente, contando, para 
que a emenda proposta seja 
aprovada, com o apoio da 
FEURGS. 

- oOo - 

* Regressou da Europa, on¬ 
de se dedicou a estudos de 
Psicologia Clínica a Psico- 
terapia o Prof, Carlos Có - 
sar Araújo, 0 iliístrado psi¬ 
cólogo gaúcho, que realizou 
observações nos maiores cen 
tros de Psicologia de Paris, 
Sèvres, Zurich e Lisboa, é 
o idealiza dor da Universid£ 
de Internacional, a ser lo¬ 
calizada na fronteira Livra. 
mento-Rivera. 

- oOo - 

* Tomou posse da cadeira 
de Higiene Odontológica Le¬ 
gal da Faculdade de Odonto¬ 
logia da URGS, em Pelotas , 
o ?rof. Cláudio Ferreira de 
Mello que, anteriormente , 
desempenhava suas funções - 
na Faculdade Nacional de 
Odontologia, 

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* Esteve em visito ao CRPE o 
Prof, de Sociologia Pe. .Afon¬ 
so Gregory que, após um estᬠ
gio de 8 anos de estudos na 
Europa, regressou ao Brasil , 
onde desenvolverá um curso de 
pós -graduação em Sociologia Ur 
"bana, na PUC, bem como assumi¬ 
rá o cargo de professor de 
Sooiologia e Economia Política 
na Faculdade de Filosofia do 
Seminário Maior, em Viamão. 0 
Pe. Gregory, convidado a visi¬ 
tar a Biblioteoa deste Cen - 
tro, apreciou a seleção de 
livros constantes da mesma, - 
oonsiderando-a, em sua espe - 
cialldade, como a melhor por 
êle encontrada em nossa Capi - 
tal# 

- oOo - 

* 0 Br. Philip R. Bleckerby , 
presidente da W.K. Kellog Foun 
dation, visitou a URG-S, tendo 
observado os trabalhos de ensi. 
no e pesquisa em diversos Cen¬ 
tros desta Universidade. 

- oOo - 

* No «Auditório da Faculdade - 
de Ciências Económicas da URGC* 
teve lugar a aula inaugural do 
curso de pós-graduação em t: Pr£ 
gramação e projetos económicos' 1 ’, 
a qual foi proferida pelo Prof. 
Pery Pinto Diniz da Silva, Dire 
tor da referida Faculdade. 

- oOo - 

* 0 Instituto de Cultura Hispa 
nica foi integrado como órgão - 
autónomo da PUC. 


* 0 Prefeito de Lagoa Ver 
me lha, 3r. Raul Josó de 
Campos, em visita a êsjfce 
Centro, deixou expressos - 
suas impressões e agradeci 
mento. 

- oOo - 

* 0 Prof. Luiz Garcia Par 
do, da Faculdade de .Arqui¬ 
tetura de Montevidéu, mi - 
nistrou, em nossa Capital, 
sob os auspícios da Facul¬ 
dade de Arquitetura e do 
Departamento do Instituto 
de Arquitetos - Secção do 
RGS - um curso sobre í: Aciis 
tica aplicada h Arquitetu¬ 
ra u . 

- oOo - 

* 0 Sr. Kurt V/alter Grae- 
bin, Prefeito Municipal de 
Feliz, em visita ao CRPE , 
externou seus agradecimen¬ 
tos pela oportunidade ofe¬ 
recida por este Centre Re¬ 
gional para a organização 
da Biblioteca Publica do 
Município. Manifestando - 
auas impressões sôhre a 
descentralização do ensino, 
disse S.S. que os resulta¬ 
dos obtidos vem sendo mui¬ 
to favoráveis, tendo já o 
Município de Feliz 19 uni¬ 
dades de ensino em funcio¬ 
namento. 

- oOo - 

* Na Faculdade Católica - 
de Medicina foi fundado o 
Centro Acadêmico ki XXII de 
Março 5 ’. 


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31- 


* 0 Prof. Robert Doman, Dire¬ 
tor Médioo da Reahabilition - 
Center of Philadelfia, que ob¬ 
teve o título de tJ Médico do 
Ano 15 , em 1960, encontra-se era 
nossa Capital, a convite da 
URGS, tendo proferido, dia 13, 
uma conferência, na Faculdade 
de Medicina, sobre assuntos de 
sua especialidade. 

- oOo - 

* Sob o patrocínio da Socieda 
de de Biologia dc RGS, profes¬ 
sores da Comissão de Genética 
Humana da Sociedade Brasileira 
de Genética pronunciaram confe 
rências, em nossa Capital, e 
realizaram um.seminário com os 
alunos do Curso de Genética da 
URGS. 

- oOo - 

* A Orquestra Sinfônica de 
Porto Alegre, após dez anos de 
lides intensas em prol da vida 
musical do Rio Grande do Sul , 
contando com o apoio e dedica¬ 
dos esforços do Escritor Moi - 
sés Vellinho, vem de ser reco- 

A 

nhecida, por Decreto do Gover¬ 
no do Estado, como instituição 
de utilidade pública. 

- oOo - 

* 0 Prof. Luiz Pi11a, Diretor 
da Faculdade de Filosofia da 
URGS, recebeu honroso oonvite 
do Governo de França para uma 
visita oficial aquele País. 

- oOo - 


* Esteve em visita ao 
CRPE, o Prefeito Municipal 
de Encruzilhada do Sul , 
acompanhado pelo Secretã - 
rio do Município. Referin- 
do-se òs condições precã - 
rias do ensino naquele Mu¬ 
nicípio, falou S.S. de um 
plano escolar experimental 
que pretende por em execu¬ 
ção ainda este ano no Muni 
cípio, tornando as esco¬ 
las os centros da comunid£ 
de e entregando-as a Socie 
dodes Escolares. 

- oOo - 

* Realizou-se, em outubro 
de 1960, no Museu Nacional, 
o primeiro Congresso Brasi. 
leiro de Zoologia. Ao tér¬ 
mino dc certame, foi elei¬ 
ta uma Comissão permanente 
para os Congressos de Zoo¬ 
logia no Brasil, sendo de¬ 
signado membro dessa Comis 
são, pelo RGS, o Prof. Eu¬ 
gênio Wedelstaedt Gruman , 
assistente da cadeira de 
Zoologia da Faculdade de 
Filosofia da URGS, tendo - 
sido também , nessa ocasião, 
escolhido o Estado do Rio 
Grande do Sul para sede do 
segundo Congresso, sendo 

Presidente dc Comissão or¬ 
ganizadora do mesmo o 
Prof. Luiz Pilla. Seré pro 
posto, a uma reunião con¬ 
junta de zoélogos e cien - 
tistas ligados à Zoologia, 

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o mes de setembro para a 
realização do conclave. 


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32- 


* 0 CRPE recebeu um conjunto 
de aparelhos, destinados a 
completar a coleção de mate - 
rial para o ensino de Física, 
anteriormente distribuído por 
este Centro as Esoolas Normais, 
encontrando-se os mesmos à 
disposição dos interessados. 

- oOo - 

* Para o Curso àe Artes In¬ 
dustriais, o INEP já concedeu 
bolsas para as oficinas de 
Porto Alegre e Canoas h s se¬ 
guintes candidatas: Yera Apa¬ 
recida Xrall Bier,Ruth WornLcc^ 
Lacy Martins Robaina e Maria 
D. Acosta Gonçalves. 

- oOo - 

* Tomou posse, como catedráti¬ 
co de "Medidas Elétricas e 
Magnéticas - Estações Gerado - 
ras - Transmissão de Energia - 
Elétrica"* na Escola de Engenha 
ria da URGS.,0 Profo David Mes_ 
guita da Cunha. 

- oOo - 

*. Faleceu, nesta Capital, a 
25 de abril, o Dr. Antônio Au¬ 
gusto Borges de Medeiros, o 
éltirao remanescénte da Consti¬ 
tuição de 1891. 


* Dando início ao planeja 

mento para as solenidades - 
comemorativas ao dia do 
Patrono do Magistério, te¬ 
ve lugar, no Instituto de 
Educação "Gal. Flores da 
Cunha", a 1^ reunião da 

comissão encarregada dos 

trabalhos. A direção do 

CRPE recebeu convite para 

participar da assembléia , 
tendo-se feito representar 
por uma colaboradora. 

- oOo - 

* 0 Governo do Estado vai 
instalar uma Escola Técni¬ 
ca Industrial em Osório, a 
qual terá capacidade para 
150 alunos, em regime de 
se mi-interna to, externato 

e bolsistas. Estão previs¬ 
tos os seguintes cursos re 
guiares de aprendizagem, - 
os quais constituirão a 
atividade maior da Escola: 
mecânica, eletricidade, - 
marcenaria e e artes domés 
ticas. Serão instalados - 
ainda cursos especiais, li 
gados às atividades de pe 
ca e outros, que o intere 
se da região aconselhar. 

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CENTRO REGIONAL DE PESQUISAS EDUCACIONAIS 


DO RIO GRANDE DO SUL 


Av. João Pessoa, 535 
13 andar 


Porto Alegre 
Rio Grande do Sul 


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Diretor do CRPE - Prof. Álvaro Magalhães 
Secretária Executiva - Prof 3 Da li11a C. Sperh 
Diretor da DEPS - Prof. Laudelino T. Medeiros 
Diretora da DEPE - Prcf^ Graciema Pacheco 
Chefe da Secção de Publicações - Braf£ Nelly Cunha 
Conselho Técnico Administrativo: 

Prof. Balthazar Barbosa 
Prof. Eurico Trindade Neves 
Prof. Salvador Petrucci 
Prof3 Alda Cardoso Kremer 
Prof3 Ida Silveira 

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* Desejamos estabelecer permuta com revistas similares. 

* Nous désirons átablir des échanges avec les revues étrangères. 

* We wish to estoblish exchange with all similar reviews. 

* Wir bitten um Austausch mit gleichartigen Verdff entlichungen. 

* Deseamos establecer canje con todas las revistas similares. 

* Desideriamo cambiare con altre publicaaioni similari. 


Toda a correspondência deve ser dirigida ao: 


CENTRO REGIONAL DE PESQUISAS EDUCACIONAIS 

AVENIDA JOÃO PESSOA, 535 - 13 andar 
PÔRTO ALEGRE - RIO GRANDE DO SUL 
BRASIL 


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